My problem with money

O meu problema com o dinheiro (PT)

Mi problema con el dinero (ES)

My problem with money (EN)

Since I can remember, my relationship with money has ben rather odd.

Growing up I never felt I was missing on something in regards to material things. However, when asking for toys or random things in the supermarket, I do recall my mother saying “no” multiple times to both my sister Nico and I. I think I ended up understanding that there were priorities on which to spend the money.

When my mother was to receive her vacation allowance, as it was an extra, she would spend it on our summer vacation or to buy us clothes for the upcoming season. I never felt like she was short on money, despite supporting the three of us, in fact I think she was always saving.

We also grew up not fully understanding how much goods| property| income the other family members (from both family sides) had. It wasn’t our business nor our money so it wouldn’t matter to us.

I remember my grandmother making us outfits in her sewing machine or mend our clothes quite often. Actually she would do the same for the entire family. Which means that our clothes would “stretch” until not being wearable anymore.

Our food was homemade and many of the vegetables and some fruits would come from my grandparent’s backyard. We would occasionally go to restaurants if we wanted a specific food like chinese or pizza. That would happen maybe twice a month.

This to say that life was “normal”, we had enough but not too much.

I understood, since early age, the meaning of saving (not just by my mother’s example) because I had my own bank account and savings by the age of eight. All the cash I would receive from my family as a present, either on Christmas or birthdays, or from my father’s monthly pocket money would go into that account. It would be also my decision weather to spend that money or keep saving it to buy something more expensive. I could update my account booklet in the bank counter to see the progress of my savings. I must say that I rarely spent that money, as nothing seemed to convince me to see my savings downsize. My mother would call me a “tight-fisted” girl just to make fun of me and relativize my clinging to money.

Asking for money to my parents was something that I would avoid at all cost. I would instead just manage it the best I could so I wouldn’t need to say the words “I need some money”.

Administer my money is something I can be proud of as I have always done it very well. There are many things on where to spend our money and we just have to put them in order of priorities. We can all have the money for something we want to purchase if we put some effort on it. For instance: if I want to buy a laptop, go to the movies, buy new clothes, buy some groceries, go to the hairdresser, pay the house rent and go to a restaurant, then some things have to be compromised in order for my goal to be achieved. From this list, if buying a laptop is my goal, then I can skip the movies, the restaurant, the clothes and the hairdresser. Those are things that accumulated can save up some money towards the goal. However, buying groceries and paying the rent are priorities above my goal because those are basic necessities. If the laptop is to be bought in a long term, maybe going to the restaurant won’t do much “harm”, but instead of spending a lot, I can cut the drinks and reduce my bill just as an example.

Some years ago I got my degree in design, which made me capable of working with new software and develop graphic design content. Most recently, I got my certificate in Holistic Nutrition, which allows me to create protocols so that I can help people with their diseases and health issues.

What does this have to do with money? Well fact is, as I said above, my relationship with money has always been odd and still is. I can perhaps be able to save a lot of money and manage my priorities really well but there’s something I deeply struggle with.

I can count, with the fingers of one hand, how many times I’ve charged for any of my services in those two areas. My inability to ask for money, now as a payment for my services, remains pretty much the same.

Is it my time that I don’t value enough?  Is it my nature to help people, that prevents me from charging them? Is it because I do what I like and therefore I don’t think is worth anything? Do I still believe deeply that work has to be hard, difficult and boring in order to be rewarded? Is it because I think it’s rude to ask for a payment? Is it because I always think about other people’s own struggles with finances and don’t want to put more pressure on them?

Is this a general issue to freelancers out there?

One thing I know for sure, I’m the only one that is affected in the end of the day.

Not valuing our time = not valuing our capacities = not valuing ourselves

I am willing to change that! I need to change that!

Any tips are welcome ☺

O meu problema com o dinheiro (PT)

Desde que me lembro, a minha relação com o dinheiro tem sido sempre meio estranha.

Durante a minha infância nunca senti falta de nada a nível material. No entanto, quando a minha irmã Nico ou eu pediamos brinquedos ou quaisquer outras coisas no supermercado, lembro-me de recebermos um “não” várias vezes. Acho que acabei por perceber, mais cedo ou mais tarde, que haviam prioridades nas quais gastar o dinheiro.

Quando a minha mãe recebia o seu subsídio de férias, por ser um extra, era atribuído a despesas de férias de Verão ou para comprarmos roupa para a estação seguinte. Nunca senti que o dinheiro lhe faltasse, ainda que tivesse que suportar-nos às três, de facto penso que ela conseguia sempre poupar.

Nós também crescemos sem perceber a quantidade de bens | propriedades | salário dos outros membros da família (dos dois lados). Não nos dizia respeito nem era o nosso dinheiro e por isso não era do nosso interesse.

Lembro-me das roupas que a minha avó materna nos fazia frequentemente na sua máquina de costura e dos remendos e ajustes feitos às roupas que iam deixando de servir. O que significava que  a vida útil da nossa roupa “esticava” até ao máximo.

As nossas refeições eram principalmente feitas em casa, com comida caseira e muitos dos vegetais e algumas das frutas vinham do quintal dos nossos avós. Por vezes íamos comer a restaurantes quando havia apetite para comida diferente como a chinesa ou pizza. Isso acontecia um par de vezes por mês.

Isto para dizer que a vida era “normal”, tínhamos o suficiente e não demasiado.

Percebi, desde tenra idade, o significado de juntar dinheiro (não só pelo exemplo da minha mãe) porque tive a minhas próprias contas à ordem e poupança desde os oito anos. Todo o dinheiro que membros da família me ofereciam, pelo Natal ou em aniversários, ou a mesada que o meu pai me dava, ia logo para a conta poupança. Era também decisão minha se/ onde queria gastar esse dinheiro.

Podia atualizar o meu boletim de contas no balcão do banco para ver o progresso das minhas poupanças. Devo dizer que raramente gastava esse dinheiro já que nada me convencia a ver diminuir os valores na conta. A minha mãe costumava chamar-me “mãos de vaca” na brincadeira, para relativizar o meu apego ao dinheiro.

Pedir dinheiro aos meus pais era algo que evitava a todo o custo. Em vez disso geria o que tinha da melhor forma que sabia só para não ter que pronunciar as palavras “preciso de dinheiro”.

Administrar bem o meu dinheiro é algo de que me posso orgulhar. Há várias coisas onde podemos gastar o nosso dinheiro e só as temos que meter por ordem de prioridades. Todos nós conseguimos ter dinheiro para comprar se nos empenharmos. Por exemplo: se eu quiser comprar um computador, ir ao cinema, comprar roupa, comprar comida, ir ao cabeleireiro, pagar a renda da casa e ir ao restaurante, então há coisas que tem que ser comprometidas para que o meu objectivo seja cumprido. Desta lista, se comprar um computador é o meu objetivo principal, então posso deixar de lado a ida ao cinema e ao restaurante, comprar roupa e ir ao cabeleireiro. Todas essas coisas acumuladas podem ajudar a economizar algum dinheiro para poder comprar o computador. Por outro lado, comprar comida e pagar a renda da casa são prioridades que estão acima desse objectivo porque são necessidades básicas. Se não houver urgência para comprar o computador, talvez não tenha que abrir mão de todas as idas ao restaurante, mas posso sempre cortar nas bebidas para reduzir a conta.

Há alguns anos atrás, tirei uma licenciatura em Design, a qual capacitou para  criar conteúdo de design gráfico depois de aprender a desenvolver projetos e a trabalhar com certos programas de computador. Mais recentemente, tirei um curso em Nutrição Holística, a qual me permite criar protocolos com o fim de ajudar pessoas com as suas doenças e problemas de saúde.

O que é que isto tem a ver com dinheiro? Bem, a verdade é que assim como disse acima, a minha relação com o dinheiro foi sempre estranha e ainda o é. Eu posso ter a capacidade de poupar muito dinheiro e gerir as minhas prioridades da melhor forma mas há uma outra coisa com a qual não sei lidar.

Posso contar pelos dedos de uma mão quantas foram as vezes que cobrei por algum dos meus serviços nessas duas áreas. A minha incompetência para pedir dinheiro, agora como pagamento dos meus serviços, permanece a mesma.

Será que não valorizo suficientemente o meu tempo? Será que é a minha natureza para ajudar os outros o que me impede de cobrar? Será que é por fazer aquilo gosto que não sinto que deva ser valorizado? Será que no fundo ainda acredito que o trabalho tem que ser duro, difícil e aborrecido para que seja recompensado? Será que é por achar que estou a ser indelicada por cobrar? Será que, por ter consciência dos problemas de finanças que os outros tem, não quero pôr ainda mais pressão neles? Será que este é um problema geral de todos os freelancers?

Há uma coisa da qual estou bastante segura: eu sou a única pessoa que fica afectada no fim de contas.

Não valorizar o nosso tempo = não valorizar as nossas capacidades = não nos valorizarmos a nós mesm@s

Eu estou pronta para mudar isso! Eu preciso de mudar isso!

Qualquer dica é bem-vinda 🙂

 

Mi problema con el dinero (ES)

Desde que recuerdo, mi relación con el dinero ha sido siempre un poco rara.

Durante mi infancia nunca sentía falta de nada al nivel material. Sin embargo, cuando mi hermana Nico o yo pedimos juguetes o cualquier otra cosa en el supermercado, recuerdo que varias veces “no” era la respuesta.. Creo que acabé percibiendo, tarde o temprano, que había prioridades en las que gastar el dinero.

Cuando mi madre recibía su subsidio de vacaciones, por ser un extra, se le asignaban a los gastos de las vacaciones de verano o se usaba para comprar ropa para la siguiente estación. Nunca sentí que le faltaba dinero a mi madre, aunque tuviera que soportar a las tres, de hecho pienso que ella siempre acababa ahorrando.

También crecemos sin darnos cuenta de la cantidad de bienes | propiedades | salario de los demás miembros de la familia (de los dos lados). No era nuestro dinero y por eso no era de nuestro interés.

Recuerdo los remiendos y modificaciones que mi abuela materna hacía en las ropas que se estropean o dejaban de servir, y de las ropas nuevas que nos hacía en su máquina de coser. En realidad hacía lo mismo para toda la familia. Lo que significaba que la vida útil de nuestra ropa “se estiraba” hasta el máximo.

Nuestras comidas se hacían sobretodo en casa, con comida casera y muchos de los vegetales y algunas de las frutas venían del huerto de nuestros abuelos. A veces íbamos a comer a restaurantes cuando habian ganas de comida diferente como chino o la pizza. Esto sucedía un par de veces al mes.

Esto para decir que la vida era “normal”, teníamos suficiente y no demasiado.

He percibido, desde temprana edad, el significado de juntar dinero (no sólo por el ejemplo de mi madre) porque tuve mis propia cuenta bancaria de  ahorro a los ocho años. Todo el dinero que los miembros de la familia me regalaban, por Navidad o en mis cumpleaños, o la mesada que mi padre me daba, iba luego a la cuenta de ahorros. Era también decisión mía si / donde quería gastar ese dinero.

Podía actualizar mi boletín de cuentas en el mostrador del banco para ver el progreso de mis ahorros. Debo decir que rara vez gastaba ese dinero ya que nada me convencía de ver disminuir los valores en la cuenta. Mi madre solía, de broma, llamarme “manos de vaca”, para relativizar mi apego al dinero.

Pedir dinero a mis padres era algo que evitaba a toda costa. En vez de eso manejaba lo que tenía de la mejor forma que sabía, sólo para no tener que pronunciar las palabras “necesito dinero”.

Administrar bien mi dinero es algo de lo que estoy  orgullosa. Hay varias cosas donde podemos gastar nuestro dinero y sólo las tenemos que ordenar conforme nuestras prioridades. Todos podemos tener dinero para comprar lo que realmente nos hace falta si nos empeñamos. Por ejemplo: si quiero comprar un ordenador, ir al cine, comprar ropa, comprar comida, ir a la peluquería, pagar el alquiler del piso e ir al restaurante, entonces hay cosas que tienen que ser comprometidas para que mi objetivo sea cumplido. De esta lista, si comprar una computadora es mi objetivo principal, entonces puedo dejar de lado la ida al cine y al restaurante, comprar ropa e ir a la peluquería. Todas estas cosas acumuladas pueden ayudar a ahorrar algo de dinero para poder comprar el ordenador. Por otro lado, comprar comida y pagar el alquiler son prioridades que están por encima de ese objetivo porque son necesidades básicas. Si no hay urgencia para comprar el ordenador, quizás no tenga que renunciar a todas las idas al restaurante, pero puedo cortar en las bebidas para reducir la cuenta.

Hace algunos años, saqué una licenciatura en Diseño, la cual me permite crear contenido de diseño gráfico, después de aprender a desarrollar proyectos y trabajar con ciertos programas. Recientemente, hice un curso en Nutrición Holística, el cual me permite crear protocolos con el fin de ayudar a las personas con sus enfermedades y problemas de salud.

¿Qué tiene que ver esto con el dinero? Bueno, la verdad es que así como dije arriba, mi relación con el dinero siempre fue rara y aún lo es. Puedo tener la capacidad de ahorrar mucho dinero y gestionar mis prioridades de la mejor manera, pero hay otra cosa que no se me da tan bien.

Puedo contar por los dedos de una mano cuántas veces he cobrado por alguno de mis servicios en esas dos áreas. Mi incompetencia para pedir dinero, ahora como pago de mis servicios, sigue siendo la misma.

¿Será que no valoro suficientemente mi tiempo? ¿Será que es mi naturaleza ayudar a los demás y eso me impide de cobrar? ¿Será por hacer las cosas con gusto que siento que no deba ser valorado mi trabajo? ¿En el fondo todavía creo que el trabajo tiene que ser duro, difícil y aburrido para que sea recompensado? ¿Es por creer que estoy siendo indelicada por cobrar? ¿Será que, por tener conciencia de los problemas financieros de los demás, no quiero poner aún más presión en ellos? ¿Es éste un problema general de todos los freelancers?

Hay una cosa que tengo bastante clara: yo soy la única persona que se ve afectada al final de cuentas.

No valorar nuestro tiempo = no valorar nuestras capacidades = no valorizarnos a nosotr@s mism@s

¡Estoy lista para cambiar eso! ¡Necesito cambiar eso!

Cualquier consejo es bienvenido 🙂

0 thoughts on “My problem with money”

  1. Hi Tico – It is great that you have your certificate in Holistic Nutrition! Any suggestions for someone diagnosed with Interstitial Cystitis (also known as Painful Bladder Syndrome)? Please stop by my blog! My readers (and me) would greatly benefit from your knowledge of Holistic Nutrition. Please please participate and contribute. Sharing your insights on how to improve our health condition would be appreciated. Thanks for a great post. I enjoyed reading it. Happy 2019!!

    1. Hi Mazoli, thank you for your comment! I’m glad you enjoyed reading the article. Regarding your question about Interstitial Cystitis I have to say that every case is different because people can have more than one health problem. With this said, I only make recommendations once I have data regarding health habbits/ issues of each individual and only then I make a personalized protocol.
      Wishing you a great 2019! Keep up with the good work on your blog 🙂

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