Why do people get so bothered by those who question everything?

Why do people get so bothered by those who question everything? (EN)

¿Por qué es que las personas que cuestionan todo incomodan tanto a las demás? (ES)

Porque é que as pessoas que questionam tudo incomodam tanto? (PT)

Frequentemente passo por situações nas que sinto (ou me fazem sentir) que estou a incomodar alguém apenas por questionar o que está socialmente estabelecido como normal. Mesmo sem expressar directamente os meus pontos de vista, e muito menos sem antagonizar ninguém, faço (sem intenção) com que algumas pessoas se sintam desconfortáveis apenas com a minha presença, porque me veem fazer escolhas que não encaixam com os padrões aos quais estão habituadas, ou simplesmente porque sabem que vejo o mundo desde outra perspectiva.

Eu aceito e já estou habituada a causar esse desconforto, e até percebo o sentimento de confusão que se apodera dessas pessoas quando estão diante de alguém que pensa de uma maneira tão diferente da sua, nas coisas que consideram mais básicas (como comer, como vestir, como levar a vida profissional, como viver as relações, etc.) e por isso mais inquestionáveis. O problema não é este desconforto normalmente traduzir-se numa certa hostilidade dirigida à minha pessoa. Não, o problema é que se trata geralmente de uma hostilidade cobarde.

O que quero dizer com hostilidade cobarde são coisas como:

  • mandar bocas “para o ar” que não estão “oficialmente” dirigidas à minha pessoa mas que tanto eu como todos os presentes percebemos que era mesmo para mim;
  • dizer coisas com um tom de brincadeira mas com a intenção de deixar-me desconfortável (talvez para fazer-me sentir como el@s se sentem) ou numa posição desagradável;
  • guardar todos os comentários e opiniões sobre a minha pessoa para o momento em que eu viro costas ou falar mal de mim quando não estou presente.

O que todas estas formas de hostilidade têm em comum, e a razão pela qual digo que são gestos cobardes, é que me tiram a possibilidade de me defender. Se respondo a bocas que não estão formalmente dirigidas a mim, ou reajo mal a coisas ditas “na brincadeira” corro o risco de parecer que tenho a mania da perseguição, ou que me ofendo sem razão.  E obviamente o facto de falar de mim nas minhas costas me tira a possibilidade de expor o meu ponto de vista.

Outra coisa que me chateia nisto é o facto de estas pessoas se sentirem ameaçadas pelo simples facto de que alguém fazer as coisas de maneira diferente. Quem me conhece sabe que não costumo dizer às pessoas coisas como: “devias ser vegan@”, “esses sapatos que usas estão a deformar os teus pés, devias usar uns como os meus”, “a felicidade não depende de teres menos problemas, se queres ser uma vítima quando este problema se resolver tu encontrarás outro para te queixares”, “se tens um problema crónico de saúde devias tentar perceber que mudanças no teu estilo de vida poderão ser benéficas com relação a esse problema”, etc.

Não, eu na realidade talvez diga: “sou vegana pelos animais, pela minha saúde e pelo planeta”; “desde que comecei a usar calçado ‘barefoot’ deixei de ter dores nas ancas e nos joelhos”; “sei que este problema irá passar, mas virão outros, e não posso deixar que a minha felicidade dependa disso”; “sinto-me muito melhor desde que deixei de consumir alimentos com glúten, descobri que afinal alguns dos problemas crónicos que tinha estavam relacionados com o seu consumo”. Mas pelos vistos essas pessoas, na cabeça delas, ouvem alguma versão mais parecida às do parágrafo anterior e não o que realmente expresso. Só pode ser essa a razão, certo? Afinal eu não lhes digo que o que fazem está mal, nem opino sobre como o deviam fazer, nem exprimo julgamentos sobre as suas decisões, então porque é que elas reagem como se eu o fizesse?

Desconfio que quem questiona o estabelecido, cria (na cabeça destas pessoas) a possibilidade de questionamento daquilo que antes era inquestionável para elas. Estes questionamentos criam muitas mais hipóteses de escolha que as que haviam anteriormente, mas elas não querem ter que tomar decisões reais nas suas vidas, porque acham que é mais fácil escolher apenas de entre as possibilidades já delimitadas pela sociedade, do que escolher uma das possibilidades criada por elas próprias.

O que acham sobre isto? Compreendem o que quero dizer? Revêem-se nalguma parte deste meu desabafo? Este texto foi escrito exatamente para pedir ajuda com estas questões. Como acham que devo reagir às hostilidades cobardes? Acham que devo ignorar (que é o que tenho vindo a fazer até agora mas realmente não tem ajudado a fazer com que essas hostilidades me deixem de ser dirigidas)? Acham que devo confrontar as pessoas de alguma maneira específica? Acham que há outra razão pela qual faço as pessoas se sentirem desconfortáveis? Que devo mudar algo na maneira como lido com as pessoas? Qualquer ideia é bem vinda!!


 

Why do people get so bothered by those who question everything? (EN)

I often go through situations in which I feel that I am bothering someone just by questioning what is socially established as normal. Even without directly expressing my point of view, let alone without antagonising anyone, I (unintentionally) make some people feel uncomfortable only with my presence, because they see me making choices that do not fit the standards they are used to, or simply because they know that I see the world from a different perspective.

I accept that and am already used to causing this discomfort, and I even understand the sense of confusion that grips these people when they are face to face with someone who thinks in a way so different from theirs about the things they consider most basic (like eating, dressing , how to lead a professional life, how to manage relationships, etc.) and therefore more unquestionable. The problem is not that this discomfort usually translates into a certain hostility directed at me. No, the problem is that it’s usually what I like to call “coward’s hostility”.

What I mean by “coward’s hostility” are things like:

  • dropping hints that are not “officially” addressed to me but everybody else, including myself, know that are actually directed to me;
  • saying things with a joking tone but with the intention of making me uncomfortable (maybe to make me feel like I make them feel) or putting me in an unpleasant position;
  • making comments and giving opinions as soon as I turn my back or speaking ill of me when I am not present.

What all these forms of hostility have in common, and the reason why I say that they are cowardly gestures, is that they take away from me the possibility of defending myself. If I respond to dropped hints that are not formally addressed to me, or I react badly to things said “in jest” I run the risk of seeming to have delusions of persecution, or that I get offended with no reason. And obviously talking about me behind my back makes it impossible for me defend my own opinions.

Another thing that annoys me is the fact that these people feel threatened by the simple fact that someone does things differently. Those who know me can attest that I don’t usually tell people things like “you should become vegan,” “those shoes that you are wearing are deforming your feet, you should use ones like mine,” “happiness does not depend on having fewer problems, if you want to be a victim, when this problem is solved you will find another one to complain about”, “if you have a chronic health problem you should try to understand what changes in your lifestyle could be beneficial for you” etc.

Instead, what I might actually say is: “I am vegan for the animals, for my health and for the planet”; “since I started wearing ‘barefoot’ shoes I stopped having pain in my hips and knees”; “I know this problem will pass, but others will come, and I can’t let my happiness depend on it”; “I feel much better since I stopped consuming foods with gluten, I discovered that after all some of the chronic problems I had were related to gluten consumption.” But apparently these people, in their head, hear a version more similar to the ones on the previous paragraph and not what it actually express. Only that can be the reason, right? At the end of the day, I do not tell them that what they do is wrong, I do not give opinions about how they should do it (unless asked), nor do I express judgments about their decisions, so why do they react as if I do?

I suspect that anyone who questions what is established creates (in the minds of these people) the possibility of questioning what was previously unquestionable for them. These questions create many more possibilities of choice than the ones they had before, but they do not want to have to make real decisions in their lives, because they think it is easier to choose only from the possibilities already delimited by society, than to choose one of the possibilities created by themselves.

What do you think about this? Do you understand what I mean? Do you see yourself in some part of my outburst? This text was written exactly to ask for help with these questions. How do you think I should react to “coward’s hostilities”? Do you think I should ignore (which is what I have been doing so far but it really has not helped to stop these hostilities from being addressed to me)? Do you think I should confront people in some specific way? Do you think there’s another reason why I make people uncomfortable? Or do you think that I should change the way I deal with people? Any ideas are welcome !!


 

¿Por qué es que las personas que cuestionan todo incomodan tanto a las demás? (ES)

A menudo paso por situaciones en las que siento (o me hacen sentir) que estoy molestando a alguien sólo por cuestionar lo que está socialmente establecido como normal. Incluso sin expresar directamente mis puntos de vista, y mucho menos sin antagonizar a nadie, hago (sin intención) con que algunas personas se sienten incómodas sólo con mi presencia, porque me ven hacer elecciones que no encajan con los patrones a los que están acostumbrados o simplemente porque saben que veo el mundo desde otra perspectiva.

Yo acepto y ya estoy acostumbrada a causar esa incomodidad, e incluso entiendo el sentimiento de confusión que se apodera de esas personas cuando están frente a alguien que piensa de una manera tan diferente de la suya, en las cosas que consideran más básicas y por eso más incuestionables (ej: cómo comer, cómo vestir, cómo llevar la vida profesional, cómo vivir las relaciones, etc.). El problema no es esta incomodidad normalmente traducirse en una cierta hostilidad dirigida a mi persona. No, el problema es que se trata generalmente de una hostilidad cobarde.

Lo que quiero decir con hostilidad cobarde son cosas como:

  • mandar recados “al aire” que no están “oficialmente” dirigidos hacia mí pero que tanto yo como todos los presentes percibimos que eran para mí;
  • decir cosas con un tono de broma pero con la intención de dejarme incómodo o en una posición desagradable;
  • guardar todos los comentarios y opiniones sobre mí para el momento en que me vuelvo la espalda o hablar mal de mí cuando no estoy presente.

Lo que todas estas formas de hostilidad tienen en común, y la razón por la que digo que son gestos cobardes, es que me quitan la posibilidad de defenderme. Si respondo a “recados” que no están formalmente dirigidos a mí, o reajo mal a cosas dichas “de broma”, corro el riesgo de parecer que tengo la manía de la persecución, o que me ofendo sin razón. Y obviamente el hecho de hablar de mí en mis espaldas me quita la posibilidad de exponer mi punto de vista.

Otra cosa que me molesta en esto es que estas personas se sienten amenazadas por el simple hecho de que alguien haga las cosas de manera diferente. El que me conoce sabe que no acostumbro decir a las personas cosas como: “deberías hacerte vegan@”, “esos zapatos que usas están deformando tus pies, deberías usar unos como los míos”, “la felicidad no depende de tener menos problemas, si quieres seguir siendo una víctima cuando este problema se solucione tú encontrarás otro para que quejarte “,” si tienes un problema crónico de salud deberías intentar percibir qué cambios en tu estilo de vida podrán ser beneficiosos para ti”, etc.

No, en realidad quizás yo diga: “soy vegana por los animales, por mi salud y por el planeta”; “desde que empecé a usar calzado ‘barefoot’ dejé de tener dolores en las caderas y en las rodillas”; “sé que este problema pasará, pero vendrán otros, y no puedo dejar que mi felicidad dependa de eso”; “me siento mucho mejor desde que dejé de consumir alimentos con gluten, descubrí que al final algunos de los problemas crónicos que tenía estaban relacionados con su consumo”. Pero por lo visto estas personas, en sus cabezas, oyen alguna versión más parecida a las del párrafo anterior y no lo que realmente expreso. Sólo puede ser esa la razón, ¿verdad? Al final yo no les digo que lo que hacen está mal, ni opino sobre cómo lo debían hacer, ni expreso juicios sobre sus decisiones, entonces ¿por qué reaccionan como si yo lo hiciera?

Desconfio que quien cuestiona lo establecido, crea (en las cabezas de estas personas) la posibilidad de cuestionamento de aquello que antes era incuestionable para ellas. Estos cuestionamientos crean muchas más opciones de elección que las que habían anteriormente, pero ellas no quieren tener que tomar decisiones reales en sus vidas, porque creen que es más fácil escoger sólo entre las posibilidades ya delimitadas por la sociedad, en el lugar de elegir una de las posibilidades creada por ellas mismas.

¿Qué piensas sobre esto? ¿Comprendes lo que quiero decir? ¿Te reconoces en alguna parte de este mi desahogo? Este texto fue escrito exactamente para pedir ayuda con estas cuestiones. ¿Cómo crees que debo reaccionar ante las hostilidades cobardes? ¿Creen que debo ignorarlas (que es lo que he hecho hasta ahora, pero realmente no ha ayudado parar las hostilidades)? ¿Crees que debo confrontar a las personas de alguna manera específica? ¿Creen que hay otra razón por la que las personas se sienten incómodas? ¿Qué debo cambiar algo en la forma en que leído con la gente? ¡Cualquier idea es bienvenida!

My problem with money

O meu problema com o dinheiro (PT)

Mi problema con el dinero (ES)

My problem with money (EN)

Since I can remember, my relationship with money has ben rather odd.

Growing up I never felt I was missing on something in regards to material things. However, when asking for toys or random things in the supermarket, I do recall my mother saying “no” multiple times to both my sister Nico and I. I think I ended up understanding that there were priorities on which to spend the money.

When my mother was to receive her vacation allowance, as it was an extra, she would spend it on our summer vacation or to buy us clothes for the upcoming season. I never felt like she was short on money, despite supporting the three of us, in fact I think she was always saving.

We also grew up not fully understanding how much goods| property| income the other family members (from both family sides) had. It wasn’t our business nor our money so it wouldn’t matter to us.

I remember my grandmother making us outfits in her sewing machine or mend our clothes quite often. Actually she would do the same for the entire family. Which means that our clothes would “stretch” until not being wearable anymore.

Our food was homemade and many of the vegetables and some fruits would come from my grandparent’s backyard. We would occasionally go to restaurants if we wanted a specific food like chinese or pizza. That would happen maybe twice a month.

This to say that life was “normal”, we had enough but not too much.

I understood, since early age, the meaning of saving (not just by my mother’s example) because I had my own bank account and savings by the age of eight. All the cash I would receive from my family as a present, either on Christmas or birthdays, or from my father’s monthly pocket money would go into that account. It would be also my decision weather to spend that money or keep saving it to buy something more expensive. I could update my account booklet in the bank counter to see the progress of my savings. I must say that I rarely spent that money, as nothing seemed to convince me to see my savings downsize. My mother would call me a “tight-fisted” girl just to make fun of me and relativize my clinging to money.

Asking for money to my parents was something that I would avoid at all cost. I would instead just manage it the best I could so I wouldn’t need to say the words “I need some money”.

Administer my money is something I can be proud of as I have always done it very well. There are many things on where to spend our money and we just have to put them in order of priorities. We can all have the money for something we want to purchase if we put some effort on it. For instance: if I want to buy a laptop, go to the movies, buy new clothes, buy some groceries, go to the hairdresser, pay the house rent and go to a restaurant, then some things have to be compromised in order for my goal to be achieved. From this list, if buying a laptop is my goal, then I can skip the movies, the restaurant, the clothes and the hairdresser. Those are things that accumulated can save up some money towards the goal. However, buying groceries and paying the rent are priorities above my goal because those are basic necessities. If the laptop is to be bought in a long term, maybe going to the restaurant won’t do much “harm”, but instead of spending a lot, I can cut the drinks and reduce my bill just as an example.

Some years ago I got my degree in design, which made me capable of working with new software and develop graphic design content. Most recently, I got my certificate in Holistic Nutrition, which allows me to create protocols so that I can help people with their diseases and health issues.

What does this have to do with money? Well fact is, as I said above, my relationship with money has always been odd and still is. I can perhaps be able to save a lot of money and manage my priorities really well but there’s something I deeply struggle with.

I can count, with the fingers of one hand, how many times I’ve charged for any of my services in those two areas. My inability to ask for money, now as a payment for my services, remains pretty much the same.

Is it my time that I don’t value enough?  Is it my nature to help people, that prevents me from charging them? Is it because I do what I like and therefore I don’t think is worth anything? Do I still believe deeply that work has to be hard, difficult and boring in order to be rewarded? Is it because I think it’s rude to ask for a payment? Is it because I always think about other people’s own struggles with finances and don’t want to put more pressure on them?

Is this a general issue to freelancers out there?

One thing I know for sure, I’m the only one that is affected in the end of the day.

Not valuing our time = not valuing our capacities = not valuing ourselves

I am willing to change that! I need to change that!

Any tips are welcome ☺

O meu problema com o dinheiro (PT)

Desde que me lembro, a minha relação com o dinheiro tem sido sempre meio estranha.

Durante a minha infância nunca senti falta de nada a nível material. No entanto, quando a minha irmã Nico ou eu pediamos brinquedos ou quaisquer outras coisas no supermercado, lembro-me de recebermos um “não” várias vezes. Acho que acabei por perceber, mais cedo ou mais tarde, que haviam prioridades nas quais gastar o dinheiro.

Quando a minha mãe recebia o seu subsídio de férias, por ser um extra, era atribuído a despesas de férias de Verão ou para comprarmos roupa para a estação seguinte. Nunca senti que o dinheiro lhe faltasse, ainda que tivesse que suportar-nos às três, de facto penso que ela conseguia sempre poupar.

Nós também crescemos sem perceber a quantidade de bens | propriedades | salário dos outros membros da família (dos dois lados). Não nos dizia respeito nem era o nosso dinheiro e por isso não era do nosso interesse.

Lembro-me das roupas que a minha avó materna nos fazia frequentemente na sua máquina de costura e dos remendos e ajustes feitos às roupas que iam deixando de servir. O que significava que  a vida útil da nossa roupa “esticava” até ao máximo.

As nossas refeições eram principalmente feitas em casa, com comida caseira e muitos dos vegetais e algumas das frutas vinham do quintal dos nossos avós. Por vezes íamos comer a restaurantes quando havia apetite para comida diferente como a chinesa ou pizza. Isso acontecia um par de vezes por mês.

Isto para dizer que a vida era “normal”, tínhamos o suficiente e não demasiado.

Percebi, desde tenra idade, o significado de juntar dinheiro (não só pelo exemplo da minha mãe) porque tive a minhas próprias contas à ordem e poupança desde os oito anos. Todo o dinheiro que membros da família me ofereciam, pelo Natal ou em aniversários, ou a mesada que o meu pai me dava, ia logo para a conta poupança. Era também decisão minha se/ onde queria gastar esse dinheiro.

Podia atualizar o meu boletim de contas no balcão do banco para ver o progresso das minhas poupanças. Devo dizer que raramente gastava esse dinheiro já que nada me convencia a ver diminuir os valores na conta. A minha mãe costumava chamar-me “mãos de vaca” na brincadeira, para relativizar o meu apego ao dinheiro.

Pedir dinheiro aos meus pais era algo que evitava a todo o custo. Em vez disso geria o que tinha da melhor forma que sabia só para não ter que pronunciar as palavras “preciso de dinheiro”.

Administrar bem o meu dinheiro é algo de que me posso orgulhar. Há várias coisas onde podemos gastar o nosso dinheiro e só as temos que meter por ordem de prioridades. Todos nós conseguimos ter dinheiro para comprar se nos empenharmos. Por exemplo: se eu quiser comprar um computador, ir ao cinema, comprar roupa, comprar comida, ir ao cabeleireiro, pagar a renda da casa e ir ao restaurante, então há coisas que tem que ser comprometidas para que o meu objectivo seja cumprido. Desta lista, se comprar um computador é o meu objetivo principal, então posso deixar de lado a ida ao cinema e ao restaurante, comprar roupa e ir ao cabeleireiro. Todas essas coisas acumuladas podem ajudar a economizar algum dinheiro para poder comprar o computador. Por outro lado, comprar comida e pagar a renda da casa são prioridades que estão acima desse objectivo porque são necessidades básicas. Se não houver urgência para comprar o computador, talvez não tenha que abrir mão de todas as idas ao restaurante, mas posso sempre cortar nas bebidas para reduzir a conta.

Há alguns anos atrás, tirei uma licenciatura em Design, a qual capacitou para  criar conteúdo de design gráfico depois de aprender a desenvolver projetos e a trabalhar com certos programas de computador. Mais recentemente, tirei um curso em Nutrição Holística, a qual me permite criar protocolos com o fim de ajudar pessoas com as suas doenças e problemas de saúde.

O que é que isto tem a ver com dinheiro? Bem, a verdade é que assim como disse acima, a minha relação com o dinheiro foi sempre estranha e ainda o é. Eu posso ter a capacidade de poupar muito dinheiro e gerir as minhas prioridades da melhor forma mas há uma outra coisa com a qual não sei lidar.

Posso contar pelos dedos de uma mão quantas foram as vezes que cobrei por algum dos meus serviços nessas duas áreas. A minha incompetência para pedir dinheiro, agora como pagamento dos meus serviços, permanece a mesma.

Será que não valorizo suficientemente o meu tempo? Será que é a minha natureza para ajudar os outros o que me impede de cobrar? Será que é por fazer aquilo gosto que não sinto que deva ser valorizado? Será que no fundo ainda acredito que o trabalho tem que ser duro, difícil e aborrecido para que seja recompensado? Será que é por achar que estou a ser indelicada por cobrar? Será que, por ter consciência dos problemas de finanças que os outros tem, não quero pôr ainda mais pressão neles? Será que este é um problema geral de todos os freelancers?

Há uma coisa da qual estou bastante segura: eu sou a única pessoa que fica afectada no fim de contas.

Não valorizar o nosso tempo = não valorizar as nossas capacidades = não nos valorizarmos a nós mesm@s

Eu estou pronta para mudar isso! Eu preciso de mudar isso!

Qualquer dica é bem-vinda 🙂

 

Mi problema con el dinero (ES)

Desde que recuerdo, mi relación con el dinero ha sido siempre un poco rara.

Durante mi infancia nunca sentía falta de nada al nivel material. Sin embargo, cuando mi hermana Nico o yo pedimos juguetes o cualquier otra cosa en el supermercado, recuerdo que varias veces “no” era la respuesta.. Creo que acabé percibiendo, tarde o temprano, que había prioridades en las que gastar el dinero.

Cuando mi madre recibía su subsidio de vacaciones, por ser un extra, se le asignaban a los gastos de las vacaciones de verano o se usaba para comprar ropa para la siguiente estación. Nunca sentí que le faltaba dinero a mi madre, aunque tuviera que soportar a las tres, de hecho pienso que ella siempre acababa ahorrando.

También crecemos sin darnos cuenta de la cantidad de bienes | propiedades | salario de los demás miembros de la familia (de los dos lados). No era nuestro dinero y por eso no era de nuestro interés.

Recuerdo los remiendos y modificaciones que mi abuela materna hacía en las ropas que se estropean o dejaban de servir, y de las ropas nuevas que nos hacía en su máquina de coser. En realidad hacía lo mismo para toda la familia. Lo que significaba que la vida útil de nuestra ropa “se estiraba” hasta el máximo.

Nuestras comidas se hacían sobretodo en casa, con comida casera y muchos de los vegetales y algunas de las frutas venían del huerto de nuestros abuelos. A veces íbamos a comer a restaurantes cuando habian ganas de comida diferente como chino o la pizza. Esto sucedía un par de veces al mes.

Esto para decir que la vida era “normal”, teníamos suficiente y no demasiado.

He percibido, desde temprana edad, el significado de juntar dinero (no sólo por el ejemplo de mi madre) porque tuve mis propia cuenta bancaria de  ahorro a los ocho años. Todo el dinero que los miembros de la familia me regalaban, por Navidad o en mis cumpleaños, o la mesada que mi padre me daba, iba luego a la cuenta de ahorros. Era también decisión mía si / donde quería gastar ese dinero.

Podía actualizar mi boletín de cuentas en el mostrador del banco para ver el progreso de mis ahorros. Debo decir que rara vez gastaba ese dinero ya que nada me convencía de ver disminuir los valores en la cuenta. Mi madre solía, de broma, llamarme “manos de vaca”, para relativizar mi apego al dinero.

Pedir dinero a mis padres era algo que evitaba a toda costa. En vez de eso manejaba lo que tenía de la mejor forma que sabía, sólo para no tener que pronunciar las palabras “necesito dinero”.

Administrar bien mi dinero es algo de lo que estoy  orgullosa. Hay varias cosas donde podemos gastar nuestro dinero y sólo las tenemos que ordenar conforme nuestras prioridades. Todos podemos tener dinero para comprar lo que realmente nos hace falta si nos empeñamos. Por ejemplo: si quiero comprar un ordenador, ir al cine, comprar ropa, comprar comida, ir a la peluquería, pagar el alquiler del piso e ir al restaurante, entonces hay cosas que tienen que ser comprometidas para que mi objetivo sea cumplido. De esta lista, si comprar una computadora es mi objetivo principal, entonces puedo dejar de lado la ida al cine y al restaurante, comprar ropa e ir a la peluquería. Todas estas cosas acumuladas pueden ayudar a ahorrar algo de dinero para poder comprar el ordenador. Por otro lado, comprar comida y pagar el alquiler son prioridades que están por encima de ese objetivo porque son necesidades básicas. Si no hay urgencia para comprar el ordenador, quizás no tenga que renunciar a todas las idas al restaurante, pero puedo cortar en las bebidas para reducir la cuenta.

Hace algunos años, saqué una licenciatura en Diseño, la cual me permite crear contenido de diseño gráfico, después de aprender a desarrollar proyectos y trabajar con ciertos programas. Recientemente, hice un curso en Nutrición Holística, el cual me permite crear protocolos con el fin de ayudar a las personas con sus enfermedades y problemas de salud.

¿Qué tiene que ver esto con el dinero? Bueno, la verdad es que así como dije arriba, mi relación con el dinero siempre fue rara y aún lo es. Puedo tener la capacidad de ahorrar mucho dinero y gestionar mis prioridades de la mejor manera, pero hay otra cosa que no se me da tan bien.

Puedo contar por los dedos de una mano cuántas veces he cobrado por alguno de mis servicios en esas dos áreas. Mi incompetencia para pedir dinero, ahora como pago de mis servicios, sigue siendo la misma.

¿Será que no valoro suficientemente mi tiempo? ¿Será que es mi naturaleza ayudar a los demás y eso me impide de cobrar? ¿Será por hacer las cosas con gusto que siento que no deba ser valorado mi trabajo? ¿En el fondo todavía creo que el trabajo tiene que ser duro, difícil y aburrido para que sea recompensado? ¿Es por creer que estoy siendo indelicada por cobrar? ¿Será que, por tener conciencia de los problemas financieros de los demás, no quiero poner aún más presión en ellos? ¿Es éste un problema general de todos los freelancers?

Hay una cosa que tengo bastante clara: yo soy la única persona que se ve afectada al final de cuentas.

No valorar nuestro tiempo = no valorar nuestras capacidades = no valorizarnos a nosotr@s mism@s

¡Estoy lista para cambiar eso! ¡Necesito cambiar eso!

Cualquier consejo es bienvenido 🙂

Fear (Less)

Fear (Less) (EN)

(Menos) Miedo (ES)

(Menos) Medo (PT)

A minha irmã mais nova tem oito anos. Ela gosta de um rapaz da escola mas não sabe como lhe dizer porque teme ser rejeitada – “Mana, então e se ele não gostar de mim? O que é que eu faço?”. Então ela vive com medo de não ser correspondida.

Ainda que sendo uma miúda pequena, já tem medos de gente grande. Eu tentei explicar-lhe que se ele não gostar dela tudo vai ficar bem pois há outros rapazes na escola. Não a convenci. O medo dela fala mais alto do que eu.

Com esta idade, ela ainda não teve ninguém que lhe “partisse o coração”, nem foi rejeitada por outro miúdo e mesmo assim aprendeu de algum lado a ter este medo.

(Intenção de responsabilidade: Eu não sou psicóloga. Esta é só a minha maneira de ver o medo e questionar sobre ele.)

Como muitas outras coisas na vida, o medo é algo que aprendemos através de experiências pessoais ou por observação. Não há bebé ou criança pequena que saiba o significado de medo quando começa a explorar o mundo. Enfiar os dedos numa tomada elétrica não os assusta porque eles não compreendem o perigo que daí advêm. No entanto, se uma criança  apanhar um choque elétrico, entende imediatamente que pode ser perigoso e aprende a ter medo disso.

Podemos ter medo de algo que nos possa provocar dor, ou ponha em risco a nossa integridade física (tal como o exemplo acima) ou medo emocional (medo da rejeição, falhanço, julgamento e assim por diante).

O medo é claramente uma emoção que levou a nossa espécie até aos dias de hoje. Sem ele não sentiríamos a necessidade de fugir de um tigre ou manter uma distância segura perto de uma fogueira. Esses medos tinham uma razão e as pessoas poderiam morrer se eles não existissem, comprometendo a espécie. Mas, à medida que fomos evoluindo, fomos criando mais medos que não fazem o mínimo sentido. Alguns medos não começam com uma má experiência, são sim irracionais e não os conseguimos perceber ou explicar. Podem também ser “herdados” dos nossos pais ou pessoas próximas. E mais, podem ser aprendidos através da sociedade e dos meios de comunicação. Qual é a razão pela qual tantas pessoas têm medo de tubarões e cobras, se nunca na vida se viram em frente a um animal destes?

O medo do desconhecido é tão grande que pode levar a outras fobias: necrofobia (medo da morte),, homofobia (medo de homosexuais), xenofobia (medo de estranhos ou pessoas de outros países), etc.

Como foi dito anteriormente, creio que na maior parte dos casos, esses medos do desconhecido nos são implantados nas nossas mentes pelos média (e provavelmente também por pessoas ignorantes/ negativas à nossa volta).

Os meios de comunicação gostam de mostrar desgraças ao redor do mundo: o homem que matou a mulher e os filhos, o furacão que matou milhares na Ásia, o dilúvio que destruiu dezenas de casas, bla bla bla.Os filmes de terror que nos fazem ter medo de fantasmas, de espíritos, do escuro, dos extraterrestres, das pessoas que usam capuz à noite, etc.

Assim sendo, deveríamos deixar de usar os meios de comunicação para vermos as notícias e programas de entretenimento?

Os média podem ser usados como bons ou maus instrumentos. Os filmes podem entreter-nos ou ensinar-nos algumas coisas e as notícias podem ser úteis para nos manterem atualizad@s. Contudo, qual é a necessidade de ser estar sempre atualizad@?

Faz um par de anos que eu deixei de ver ou ler notícias e não acho que tenha perdido alguma informação importante. Essa informação virá ao meu encontro, mais cedo ou mais tarde, através do “boca em boca”, na maior parte das vezes. A única coisa que eu perdi, foi o facto de ficar preocupada por causa de problemas que não são os meus.

Se virmos ou lermos o que está nos média, ao menos devemos estar conscientes de como essas coisas afectam a nossa vida com negativismo. Se vires as notícias, consegues notar que a tua energia, pensamentos e/ ou ambiente mudam? A tua mente fica depois a “matutar” sobre desgraças e desastres? Então talvez tenhas caído na armadilha que te vai aprisionar nesses pensamentos menos bons.

Se tens medo de algo, houve uma altura na tua vida em que este medo se começou a manifestar. Muitas pessoas têm medo de andar de avião por variadas razões: um voo prévio que não correu bem e as assustou; nunca andaram de avião mas têm uma ideia terrível sobre isso (talvez por causa de filmes/ vídeos sobre desastres com aviões ou talvez tenham ouvido a má experiência de alguém a bordo de um avião); têm medo de alturas, entre outras razões.

Vamos pegar no exemplo da pessoa que tem medo de andar de avião porque teve uma péssima experiência num voo prévio. A questão é: o que é que fez com que a experiência fosse tão má? Foi o medo de um possível acidente? Se um acidente acontecesse, poderia ser evitado? Se não poderia ser evitado, significa que esta pessoa não tinha controlo na situação. Terá medo que as coisas fiquem fora do seu controlo? Qual é a pior coisa que pode acontecer se as coisas saírem do seu controlo? Na pior das hipóteses… morrer? Terá medo de morrer? Morrer não é algo natural? Não iremos todos morrer mais cedo ou mais tarde? Porque é que a pessoa tem medo de andar de avião? (as perguntas podem continuar por aí fora).

Este tipo de questões podem ajudar-nos a chegar à raiz do medo. Não é um simples processo pois o medo pode estar relacionado com traumas, o que faz com que seja mais complicado ainda de se chegar à raiz. Mas poderemos nós entender melhor os nosso medos e tentar desmontá-los?

Os medos não se podem desvanecer de um dia para o outro. Mas já tentaste perceber o que originou os teus maiores medos? Se a resposta for positiva, haverá algo que possas fazer quanto a isso?

“Nada na vida é para ser temido, só é para ser entendido. Agora é a hora de entender mais, para que possamos ter menos medo.” – Marie Curie

Fear (Less) (EN)

My youngest sister is eight years old. She likes a boy and doesn’t know how to tell him because she has the fear of rejection – “Sissy, what if he doesn’t like me? What do I do?”. And so she lives in fear of not being corresponded.

Even though she is just a little girl, has already fears of a grown up. I tried to explain her that if he doesn’t like her, it is ok, there will be other boys out there but I didn’t convince her. Her fear speaks louder than me. In such young age she had never had heartbreaks nor was she rejected by another boy and yet she learned from somewhere to have this fear.

(Disclaimer: I’m not a psychologist. This is only my view on fear to make us question about it.)

Just like many other things, fear is something we get to learn through personal experiences or through observation. No baby or toddler knows the meaning of fear as they start to explore the world. Sticking the fingers into the socket doesn’t scare them because they don’t know the danger of it. Though, if a child gets an electric shock, they became aware of the danger next time and learn to be afraid of it.

We can be physically afraid of something that provokes pain (just like the example above) or emotionally afraid (fear of rejection, failure, judgement and so on).

Fear is certainly an emotion that carried our species till this day. Without it we wouldn’t have the need to run away from a tiger or keep a safe distance from a fire. Those fears had a reason as people could potentially die if they didn’t exist, compromising the species. But as we evolved we only created more fears that are completely non-sense. Some fears don’t start with a bad experience we had but are ratter irrational as we can’t understand or explain them. They can also be inherited from our parents and close ones. And more, they can be learned through society and media. Why are so many people afraid of sharks or snakes if they never encountered one in their entire life?

The fear of the unknown is a big one that can lead to many phobias: necrophobia (fear of death), homophobia (fear of gay people), xenophobia (fear of strange and foreign people), etc.

As said above, I believe that in most cases, those fears of the unknown are implanted in our minds by the media (and probably also by ignorant/ negative people around us).

The mass media likes to show us calamities all around the world: the man that killed the wife and children, the hurricane that killed thousands in Asia, the flood that destroyed dozen of houses, yada yada yada.The horror movies that make us afraid of ghosts, the spirits, the dark, the aliens, people wearing hoodies at night, etc.

Should we then stop watching broadcast media (the news and recreational content)? Media can be used as either good or bad instruments. Movies can entertain us or teach us some things and the news can be useful to get us updated. However, in what extent do you really need to be updated?

I quit watching or reading the news for the last couple of years and think that I haven’t been missing out of any important information. This information will reach me sooner or later by word-of-mouth most times. The only thing I miss out is getting worried because of problems that are not mine.

If we watch/ read media, at least we should be aware of how those things affect our lives daily with negativity. If you watch the news, can you notice if your vibe, energy and/ or thoughts change? Does it keep your mind busy afterwards thinking about catastrophes or calamities? Then you probably slipped on a pitfall that will keep you trapped with those thoughts.

If you are afraid of something, there was a time in your life when this fear started showing up. Many people are afraid of flying on an airplane and it can have multiple reasons: there was a previous flight that didn’t go well and scared them; they never flew before but have a dreadful idea about it (perhaps due to movies/ videos with airplane disasters or maybe someone told them a bad experience aboard an aircraft); they are afraid of heights and so forth.

Let’s grab the example of a person that is afraid of flying because of a bad experience in a previous flight. The question is: What made that experience so awful? Was it the fear of a possible accident? If an accident could happen, could they avoid it? If they could not avoid the accident it means that they were not in control. Is the person afraid of letting things out of their control? What is the worst thing that can happen if things get out of their control? Is the worst case scenario… death? Is the person afraid of dying? Isn’t dying a natural thing? Aren’t we all going to die sooner or later? Again, why is this person afraid of flying? (The questions can continue on and on).

Those kind of questions can help us get to the root of the fear. It is not a simple process as fear can be related with traumas, which makes it harder to get to the root. But can we understand better our fears and try to disassemble them?

Our fears cannot be erased overnight. But have you tried to understand what originated your biggest fears in the first place? If so, can you do something about it?

“Nothing in life is to be feared, it is only to be understood. Now is the time to understand more, so that we may fear less.” – Marie Curie

(Menos) Miedo (ES)

Mi hermana pequeña tiene ocho años. Le gusta un chico de la escuela pero no sabe cómo decirle porque teme ser rechazada – “Hermanita, ¿entonces y si yo no le gusto a él? ¿Qué hago? “. Esto la hace vivir con miedo el miedo de no ser correspondida.

Aunque siendo una niña pequeña, ya tiene miedos de gente grande. He intentado explicarle que si no le gusta, todo va a ir bien, porque hay otros chicos en la escuela. No la convencí. Su miedo habla más alto que yo.Con esta edad, ella todavía no tuvo nadie que le “partiera el corazón”, ni fue rechazada por otro niño pero aún así aprendió de alguna parte a tener este miedo.

(Intención de responsabilidad: No soy psicóloga. Esta sólo es mi manera de ver el miedo y cuestionarme sobre él.)

Como muchas otras cosas en la vida, el miedo es algo que aprendemos a través de experiencias personales o por observación. No hay bebé o niño pequeño que sepa el significado del miedo cuando empieza a explorar el mundo. Meter los dedos en una toma eléctrica no los asusta porque ellos no comprenden el peligro que hay en hacerlo. Sin embargo, si un@ niñ@ recibe una descarga eléctrica, entiende que puede ser peligroso y aprende a tener miedo de ello.

Podemos tener miedo físicamente de algo que nos provoque dolor o ponga en riesgo nuestra integridad física (tal como el ejemplo anterior) o miedo emocional (miedo al rechazo, fracaso, juicio y así sucesivamente).

El miedo es claramente una emoción que ha llevado a nuestra especie hasta los días de hoy. Sin él no sentiríamos la necesidad de huir de un tigre o mantener una distancia segura cerca de una hoguera. Estos miedos tenían una razón y la gente podría morir si no existieron, comprometiendo la especie. Pero, a medida que fuimos evolucionando, fuimos creando más miedos que no tienen el mínimo sentido. Algunos miedos no empiezan con una mala experiencia, son irracionales y no los conseguimos percibir o explicar. Pueden también ser “heredados” de nuestros padres o personas cercanas. Y más, se pueden aprender a través de la sociedad y los medios de comunicación. ¿Cuál es la razón por la cual tantas personas tienen miedo de tiburones y serpientes, si nunca en la vida se vieron frente a un animal de éstos?

El miedo a lo desconocido es tan grande que puede llevar a otras fobias: necrofobia (miedo a la muerte), homofobia (miedo de homosexuales), xenofobia (miedo de extraños o personas de otros países), etc.

Como se ha dicho anteriormente, creo que en la mayoría de los casos, estos miedos de lo desconocido son implantados en nuestras mentes por los medios (y probablemente también por personas ignorantes / negativas a nuestro alrededor).

A los medios de comunicación les gusta mostrar desgracias alrededor del mundo: el hombre que mató a la mujer y los hijos, el huracán que mató a miles en Asia, el diluvio que destruyó decenas de casas, bla bla bla. Las películas de terror que nos hacen tener miedo de fantasmas, de espíritus, de la oscuridad, de los extraterrestres, de las personas que usan capucha por la noche, etc.

Por lo tanto, deberíamos dejar de usar los medios de comunicación para ver las noticias y programas de entretenimiento?

Los medios se pueden utilizar como buenos o malos instrumentos. Las películas pueden entretenernos o enseñarnos algunas cosas y las noticias pueden ser útiles para mantenernos actualizados. Sin embargo, ¿cuál es la necesidad de estar siempre actualizad@?

Hace un par de años dejé de ver o leer noticias y no creo que haya perdido ninguna información importante. Esta información vendrá hasta mi, tarde o temprano, a través del “boca en boca”, la mayor parte del tiempo. La única cosa que perdí, fue el hecho de estar preocupada por problemas que no son los míos.

Si vemos o leemos lo que está en los medios, al menos debemos estar conscientes de cómo esas cosas afectan a nuestra vida con negativismo. Si ves las noticias, puedes notar que tu energía, pensamientos y / o ambiente cambian? ¿Tu mente se queda después  sobrecargada con pensamientos sobre desgracias y desastres? Entonces quizás hayas caído en la trampa que te aprisiona en esos pensamientos menos buenos.

Si tienes miedo de algo, hubo una altura de tu vida en la que este miedo se empezó a manifestar. Muchas personas tienen miedo de viajar en avión por varias razones: un vuelo previo que no corrió bien y las asustó; nunca viajaron en avión pero tienen una idea terrible de ello (quizás a causa de películas / vídeos sobre desastres con aviones o quizás hayan escuchado la mala experiencia de otra persona); tienen miedo de alturas, entre otras razones.

Tomemos el ejemplo de la persona que tiene miedo de viajar en avión porque tuvo una pésima experiencia en un vuelo previo. La cuestión es: ¿qué ha hecho que la experiencia fuera tan mala? ¿Fue el miedo a un posible accidente? Si se produjo un accidente, podría evitarse? Si no se podría evitar, significa que esta persona no tenía control en la situación. ¿Tendrá miedo de que las cosas queden fuera de su control? ¿Cuál es la peor cosa que puede suceder si las cosas salen de su control? En el peor de los casos … morir? ¿Tiene miedo de morir? ¿Morir no es algo natural? ¿No todos morir antes o después? ¿Por qué la persona tiene miedo de volar en avión? (las preguntas pueden continuar por ahí).

Este tipo de preguntas pueden ayudarnos a llegar a la raíz del miedo. No es un simple proceso porque el miedo puede estar relacionado con traumas, lo que hace que sea más complicado aún de llegar a la raíz. Pero ¿podemos entender mejor nuestros miedos y tratar de desmontarlos?

Los miedos no se pueden desvanecer de un día para otro. Pero ya has intentado percibir lo que originó tus mayores miedos? Si la respuesta es positiva, ¿hay algo que puedas hacer en cuanto a eso?

“Nada en la vida es para ser temido, sólo es para ser entendido. Ahora es el momento de entender más, para que podamos tener menos miedo.” – Marie Curie

The illusion we live in

The illusion we live in (EN)

La ilusión en la que vivimos (ES)

A ilusão em que vivemos (PT)

Quando estava a estudar Nutrição Holística, aprendi com alguns professores sobre casos de estudo de pessoas com transtorno dissociativo de identidade, que tem diferentes doenças consoante a identidade que está em controlo. O caso particular de um homem que tinha diabetes do tipo II com uma personalidade mas não com a outra, atraiu a minha atenção e fui aprofundar os meus conhecimentos nesta matéria. Haviam vários outros casos: uma pessoa que tinha miopia com uma personalidade mas que via perfeitamente com a outra; uma pessoa que tinha erupções cutâneas com uma personalidade e o problema começava a curar ou até desaparecia com a outra personalidade; entre outros exemplos. Estes casos foram estudados, incluindo análises de sangue e outros exames que não poderiam ter sido inventados para a conclusão dos mesmos.
Não era a primeira vez que eu tinha ouvido falar deste tipo de casos mas desta vez fez todo o sentido na minha cabeça. A ciência estava agora a confirmar o que eu já vinha a saber sobre crenças e a realidade. Fez todo o sentido!

Se alguém que têm uma doença e esta desaparece quando sintoniza numa outra realidade, significará que nós conseguimos tod@s melhorar ou curar doenças se alterarmos a nossa realidade? E mais, será que conseguimos começar a mudar as nossas crenças e mentalidade se escolhermos outra realidade?

Há algum tempo atrás, em conversa com  a Nico, cheguei à conclusão de que mesmo criadas e educadas da mesma forma, vivíamos duas realidades diferentes. Dezanove meses é o pouco tempo que nos separa em idade e daí que não consideramos o facto de eu ser mais nova e por essa razão não entender algumas coisas. Para resumir uma longa história e não ser muito específica, chegámos à conclusão de que percepcionávamos os nossos pais de maneiras muito diferentes. Ainda que sabendo as virtudes e defeitos de cada um, acabámos por escolher caminhos díspares que iluminavam ou escureciam essas características. Não é que eu tenha esquecido coisas que a minha irmã se lembra (ou vice-versa), no entanto escolhemos no passado ignorar ou dar menos importância a eventos distintos e dessa forma as nossas memórias foram construídas de formas diferentes.

Os meus pais não eram apenas essas duas realidades distintas mas muitas mais. Essas eram só as nossas. As que nós escolhemos. As realidades que nos moldaram nas pessoas em que mais tarde nos tornamos.

Não só o fizemos com os nossos pais mas também com o resto da família, amigos, comunidade. Assim como todas nós fizemos e continuamos a fazer! Mas como é que tu saberias que o fizeste de modo empírico se não falasses com aqueles que te são mais próximos (especialmente irmãos ou pessoas com idade semelhante)? Provavelmente não saberias. Pensarias que unicamente a tua realidade seria A Realidade. E o que há de mal nisso? Bom, percebendo que há mais realidades que não apenas a tua, mais versões do mundo, vais passar a ter a liberdade de escolher aquela em que queres sintonizar. Porque tens alternativas.

Podemos escolher focarmos-nos no lado negativo das pessoas e coisas, e alimentar estes comportamentos, ou podemos fazer o oposto focando no lado positivo das coisas, pessoas, situações, acontecimentos e por aí fora. Sim, isto parece clichê e muito óbvio. Todos nós já ouvimos isto várias vezes na vida. Mas mudámos algo?

Um exemplo: És despedid@ do teu trabalho e agora estás desempregad@ e com contas para pagar. É um facto. Assim posto, há pelo menos duas realidades alternativas que podes escolher:

      1. A vítima – podes sentir pena de ti própri@, ser miserável com este evento desafortunado, ter medo do futuro. Começar a procurar trabalhos com este sentimento de incerteza e temor, o que certamente levará a mais miséria. Esta baixa vibração vai de encontro a um trabalho ou colegas que têm a mesma energia.
      2. O optimista – podes começar a pensar na grande oportunidade que agora ganhaste de fazer aquelas coisas que estavas a adiar por teres o horário tão preenchido. Podes pensar que lições tiraste desse trabalho que perdeste e dos colegas que tiveste. Podes perceber que aquelas coisas desnecessárias onde gastavas o dinheiro não eram assim tão importantes e assim reduzir as tuas despesas. Podes encontrar uma nova paixão ou uma mais antiga que estava em “stand-by”. Talvez agora até possas criar um trabalho a partir duma dessas paixões ou começar a procurar trabalhos com esta alta vibração, o que irá trazer coisas que alinham com esta energia.

Conforme a realidade que escolheres, vais encontrar evidências para ela. Se estiveres num caminho mais pessimista, vais começar a ver coisas negativas em todo o lado e o oposto acontece quando escolheres seguir um caminho positivo, começando a notar cada vez mais aspectos benéficos.

Claramente que não é tarefa fácil escolher sempre a realidade optimista, porém é algo que se pode praticar. De cada vez que “meteres o pé” na mentalidade de vítima, reconheces prontamente e escolhes outro caminho que não esse.

As contas que se estão a acumular na tua mesa não serão de forma alguma pagas mais rapidamente por teres essa mentalidade negativa nem se procrastinares. E ser positivo nada tem a ver com procrastinar e esperar que uma solução divina venha resolver problemas. Em vez disso, é a mentalidade que te guiará à criatividade e à descoberta de soluções.

Uma vez entendido o conceito desta ideia de que somos nós quem escolhemos as nossas realidades à medida que a vida corre, podemos começar a desconstruir os nosso medos, queixumes e crenças. Quando tomamos as rédeas da nossa vida, a responsabilidade vem incluída e deixamos de culpabilizar os outros quando algo corre mal no nosso percurso. Portanto comecemos a familiarizar-nos com esta ideia.

Está tudo nas nossas mãos. Temos muitas opções. E é tão libertador!

“A vida é uma ilusão óptica. O que tu vês é baseado nas tuas crenças.” – Dr. Joe Vitale

The illusion we live in (EN)
Back when I was studying Holistic Nutrition, I learned from a couple teachers about study cases of people with multiple personality disorder that have different diseases according to the persona they switch to. A particular case about a man that had type II diabetes in one alter but not in the other one caught my attention and I researched more about it. There were studies of more cases: a person that had short sightedness with one personality but could see perfectly well with the other personality; another person that had skin rashes with one personality and would heal them and eventually disappear with the other personality, among many other examples. Those people were studied, blood levels were measured and the results could not be made up.

It wasn’t the first time I heard about these kinds of cases but this time it really made sense in my head. Science was backing up what I already knew about beliefs and reality. It just made sense!

If one has a disease that can disappear when switching to another reality, does that mean that we can all improve and cure diseases if we change our reality? And further, can we start changing our beliefs and mindset by switching to another reality?

Quite some time ago, in conversation with Nico, I came to conclusion that even though we both were raised together and equally educated, we pretty much lived two different realities. Only nineteen months separate us in age and therefore we can’t really say that I was much younger than her and didn’t get the full picture because of that. To cut a long story short and not be very specific, we realised that we perceived our parents in two very different ways. Despite knowing their virtues and faults, we kind of chose different pathways that would light up or darken those features. It’s not that I forgot some things that my sister remembers (or vice-versa), however we chose to ignore or give less importance in the past to different events and therefore our memories were portrayed differently.

My parents were not only those two different realities but many more. Those were our realities. The ones we chose. The realities that shaped us into the people we later became.

We did that with our parents, with our family, our friends, our community. As we all people did and still do! But how would you know that you did it empirically, if you didn’t speak about it with your close relatives (especially with your siblings or people close in age)? You probably wouldn’t. You would think instead that your reality is the only reality. And what’s so bad about it? Well, understanding that there are more realities out there, more versions of the world, we can totally choose the one we want to tune in. Because it gives you options.

We can choose to focus on the negative side of people or things and feed this behaviour or we can do the opposite and focus on the positive side of things, people, situations, happenings and so on. Yes, this seems very cliché and obvious. We all heard this many times in life. But have we done something about it?

An example: you lose your job and now you are unemployed with bills to pay. That’s the fact. Now, there are at least two different realities you can choose:

      1. The victim – you can feel sorry for yourself, be miserable with this unfortunate event, be fearful of the future. Start looking for jobs from a place of fear and uncertainty, which will lead to more misery. That low vibrancy will also make you encounter a job or colleagues with the same vibe.
      2. The optimistic – you can start thinking of what a great opportunity you have now of doing those things you were postponing when you were too busy working. You can think about what lessons you took from that job and colleagues. You can finally see that those things where you were spending your money are maybe not very important and reduce your expenses. You can find a new passion or an old one that was on hold. You can now maybe create a job out of those passions or start looking into new jobs with this high vibrancy, which will bring you something aligning with this vibe.

Whatever reality you follow, you will find evidence for it. If you are on a negative path, you will starting seeing more negative aspects everywhere, whereas if you choose to follow a positive one, more positive things you will notice.

Obviously is not an easy task to choose always the optimistic reality, yet it is something that can be practiced. Every time you enter a victim mindset, you acknowledge it and change the pathway.

The bills that are accumulating in your desk won’t be paid quicker because of a negative mindset nor if you procrastinate. And positivity is not about procrastinating and await for a divine solution for your problems. Instead, is a mindset that will guide you to creativity and solutions.

Once we understand the concept of the idea that we come to choose our different realities along the way, we can start deconstructing our fears, scarcities and beliefs embedded in us. When we take the reins of our life, responsibility comes with it, as we will stop blaming others when something goes wrong in life. Thus, let’s start getting used to this idea.

It’s all in our hands. We have many options. And it is so liberating!

“Life is an optical illusion. What you see is based on your beliefs” – Dr. Joe Vitale

La ilusión en la que vivimos (ES)
Cuando estaba estudiando Nutrición Holística, aprendí con algunos de los profesores sobre casos de estudios de personas con trastorno de identidad disociativo, que tienen diferentes enfermedades según la personalidad que toma el control. El caso particular de un hombre que tenía diabetes del tipo II con una personalidad pero no con la otra, atrajo mi atención y me hizo querer profundizar mis conocimientos en esta materia. Había varios otros casos: una persona que tenía miopía con una personalidad pero que veía perfectamente con la otra; una persona que tenía erupciones cutáneas con una personalidad y el problema empezaba a curarse o hasta desaparecía con la otra personalidad; entre otros ejemplos. Estos casos se estudiaron, incluyendo análisis de sangre y otros exámenes que no podrían haber sido inventados para la conclusión de los mismos.

No era la primera vez que oía hablar de este tipo de casos pero de esta vez hizo todo el sentido en mi cabeza. La ciencia estaba ahora confirmando lo que ya sabía sobre las creencias y la realidad. ¡Hizo todo el sentido!

Si alguien que tiene una enfermedad y esta desaparece cuando se sintoniza en otra realidad, significará que tod@s podemos mejorar o curar enfermedades si alteramos nuestra realidad? Y más, ¿es posible que podamos cambiar nuestras creencias y mentalidad si elegimos otra realidad?

Hace algún tiempo, hablando con Nico, llegué a la conclusión de que, a pesar de criadas y educadas de la misma forma, vivíamos dos realidades diferentes. Diecinueve meses es el poco tiempo que nos separa en edad y por eso no consideramos el hecho de yo ser más joven y por esa razón no haber entendido algunas cosas. Para resumir una larga historia sin ser muy específica, llegamos a la conclusión de que percibíamos a nuestros padres de maneras muy diferentes. Aunque sabiendo las virtudes y defectos de cada uno, acabamos por escoger caminos dispares que iluminaban o oscurecían esas características. No es que yo haya olvidado cosas que mi hermana recuerda (o viceversa), sin embargo escogemos en, el pasado, ignorar o dar menos importancia a eventos distintos, y de esa forma nuestras memorias fueron construidas de formas diferentes.

Mis padres no eran sólo esas dos realidades distintas, pero muchas más. Estas eran sólo las nuestras. Las que elegimos. Las realidades que nos moldearon en las personas en que más tarde nos convertimos.

No sólo lo hicimos con nuestros padres, pero también con el resto de la familia, amigos, comunidad. ¡Así como todos hicimos y seguimos haciendo! Pero ¿cómo sabrías que lo hiciste de modo empírico si no hablas con aquellos que te son más cercanos (especialmente hermanos o personas con edad semejante)? Probablemente no sabrías. Pensarías que sólo tu realidad sería La Realidad. ¿Y qué hay de mal en eso? Bueno, percibiendo que hay más realidades que no sólo la tuya, más versiones del mundo, vas a tener la libertad de escoger aquella en la que quieres sintonizarte. Porque tienes alternativas.

Un ejemplo: Eres despedid@ de tu trabajo y ahora estás desemplead@ y con cuentas para pagar. Es un hecho. Así puesto, hay al menos dos realidades alternativas que puedes elegir:

      1. La víctima – puedes sentir pena por ti mismo, ponerte miserable con este evento desafortunado, tener miedo del futuro.  Puedes buscar trabajos con este sentimiento de incertidumbre y temor, lo que seguramente traerá más miseria. Esta baja vibración va a encontrar un trabajo o colegas que tienen la misma energía negativa.
      2. El optimista – puedes pensar en la gran oportunidad que ahora tienes para hacer aquellas cosas que estabas a posponiendo por tener el horario tan lleno. Puedes pensar en las lecciones tiraste de ese trabajo que perdiste y de los colegas que tuviste. Puedes percibir que esas cosas innecesarias donde gastabas el dinero no eran tan importantes y así reducir tus gastos. Puedes encontrar una nueva pasión o volver a una más antigua que estaba en “stand-by”. Quizás ahora puedas crear un trabajo desde una de esas pasiones o buscar trabajos con esta alta vibración, lo que traerá cosas que se alinean con esta energía.

Según la realidad que elijas, vas a encontrar evidencias para ella. Si estás en un camino más pesimista, vas a empezar a ver cosas negativas en todas partes y lo contrario sucede cuando eliges seguir un camino positivo, empezando a notar cada vez más aspectos beneficiosos.

Sin duda que elegir siempre la realidad optimista no es tarea fácil, pero es algo que se puede practicar. Cada vez que metas el pie en el camino del victimismo, lo reconoces y prontamente escoges otro camino mejor.

Las cuentas, que se están acumulando en tu escritório, no serán pagadas con más rapidez porque tienes esa mentalidad negativa, ni si procrastinas. Y ser positivo nada tiene que ver con procrastinar y esperar que una solución divina venga a solucionar los problemas. En lugar de eso, es una mentalidad te llevará hacia la creatividad y a encontrar nuevas soluciones.

Una vez entendido el concepto de esta idea, de que somos nosotros quienes elegimos nuestras realidades, a medida que la vida ocurre. Podemos empezar a deconstruir nuestros miedos, lamentos y creencias. Cuando tomamos las riendas de nuestra vida, la responsabilidad está incluída y dejamos de culpar a los demás cuando algo malo ocurre en nuestro recorrido. Por lo tanto, comencemos a familiarizarnos con esta idea.

Todo está en nuestras manos. Tenemos muchas opciones. ¡Y es tan liberador!

“La vida es una ilusión óptica. Lo que ves se basa en tus creencias.” – Dr. Joe Vitale

When thoughts have a life

When thoughts have a life (EN)

Cuando los pensamientos tienen vida propia (ES)

Quando os pensamentos têm vida própria (PT)

Tens ansiedade? Se sim, como a descreverias?

  • a) Sentes pressão no peito?
  • b) Sentes que tens o estômago ao contrário?
  • c) Sentes que tens um nó na garganta?
  • d) Sentes-te inquiet@ com a aproximação de um evento?
  • e) Sentes uma onda de calor a passar pelo teu corpo?
  • f) Todas as opções acima referidas.
  • g) Nenhuma das opções acima referidas.

Há tantas formas de se sentir ansiedade e cada pessoa consegue descrever a sensação de maneiras diferentes. Algumas pessoas sentem-se tão arrasadas pela ansiedade que a deixam tomar o controlo. Outras não entendem o que significa. Eu não entendia até muito recentemente.

Quando estava a estudar nutrição holística em Vancouver (Canadá), tive que formular um protocolo para um estudo de caso e para isso precisava de um voluntário que quisesse trabalhar comigo. O meu voluntário era um rapaz que penava com ansiedade já há algum tempo. Senti compaixão pelo seu problema, já que parecia afectar a sua qualidade de vida e estava disposta a ajudá-lo da forma que pudesse. Para tal, teria de compreender verdadeiramente o que era a ansiedade. Pela sua descrição, era algo que eu nunca tinha vivido. Fui para casa e comecei a pesquisar.

Num artigo que eu estava a ler para a minha pesquisa, o autor referia que “fazia um filme na sua cabeça” vezes sem conta antecipando um evento e que era assim que descrevia a sua ansiedade. No momento em que li isto tive uma epifania: “Perdão? Ansiedade também é isto?” – reagi. Eu pensei toda a minha vida que criar toda uma panóplia de cenários e situações na minha cabeça, num remoinho sem fim, era nervosismo.

Quando era criança/ adolescente, pensava sobre a mesma situação vezes sem conta. Uma conversa que tinha que ter com o meu pai, com um@ professor@ ou mesmo com um@ amig@ dava origem a muitas noites mal dormidas. Durante o dia, de cada vez que me lembrava dessa conversa o meu coração começava a bater mais depressa, roía as unhas até chegar ao sabugo e imaginava todas as hipóteses possíveis de como a dita conversa poderia acabar mal – “E depois el@ vai dizer isto e eu vou responder isto… ou talvez aquilo. Não, el@ vai ficar chatead@ comigo. Não consigo.” As conversas eram adiadas mais uma vez e o meu “nervosismo” – leia-se ansiedade – só piorava.

Quando eu entendi claramente que o que eu tive anos a fio era ansiedade, mais coisas começaram a fazer sentido na minha cabeça. Verdade seja dita, eu também ficava nervosa às vezes em situações específicas: antes de um teste ou apresentação, ir ao dentista ou outro evento qualquer que me deixasse desconfortável. Penso que a maior parte das pessoas se revê nesta sensação, pois todos nós já nos sentimos tensos nalguma(s) altura(s) da vida.

No entanto, ansiedade era algo que regia a minha vida e me deixava fora de controlo. E a maior parte das pessoas não sabiam disto pois eu conseguia escondê-lo muito bem.

Na escola secundária, eu tinha um namorado que era o rapaz mais fixe da escola. Ele vestia-se como um rapper, andava de skate e fazia-me corar cada vez que o via. Mas vê-lo na escola era também sinónimo de muita ansiedade pois eu não parava de pensar em cada possibilidade de como o nosso encontro fosse dar errado. Então acabei com o namoro.

Um tempo depois tinha-me tornado numa mestre da sabotagem. Se me convidavam para um evento que provavelmente me iria provocar ansiedade, eu dizia que ia mas começava imediatamente a pensar numa desculpa para não ir – “eu posso dizer que estou doente ou que a minha mãe não me deixa ir… talvez um contratempo de última hora possa ser a desculpa perfeita”.

Os meus pensamentos tinham vida própria dentro da minha cabeça e eram eles que me controlavam.

Isso só melhorou e finalmente deixou de acontecer quando mudei a forma como pensava e as coisas em que acreditava (mais posts neste tópico virão no futuro). Aprendi a lidar com a ansiedade e, mais importante, descobri que a sua causa não fazia o mínimo sentido.

Sendo alguém que gosta de agradar aos outros e evita confrontos a todo o custo, eu sentia sempre que precisava de ser a pessoa que os outros esperavam de mim. Eu achava que se dissesse a verdade e explicasse a um@ amig@ que não queria ir ao seu evento, el@ ficaria desiludid@ ou triste comigo e não iria entender ou aceitar.

A causa da ansiedade era simplesmente criada pela minha cabeça. Eu criei a causa porque assumi que tinha de agradar aos outros e não os podia desapontar. Por isso tinha toda esta pressão (desnecessária) em cima.

Não consigo meter em palavras o quão importante é sermos honest@s connosco própri@s e questionarmos os nossos pensamentos. Os teus pensamentos são teus inimigos? Eles impedem-te de fazeres alguma coisa na tua vida? És um@ mestre da sabotagem tal como eu era?

Ansiedade é completamente irracional e uma vez desfeitos os nossos medos, inseguranças e crenças, ela desmorona. Já não tem onde viver uma vez expulsa das nossas mentes. Morre à fome porque a deixamos de alimentar.

Não tens de controlar os teus pensamentos. Só tens de fazer com que eles parem de te controlar a ti. Dan Millman

When thoughts have a life (EN)

Do you have anxiety? If so, how would you describe it?

  • a) Do you feel pressure in your chest?
  • b) Do you feel like your stomach is upside down?
  • c) Do you feel like you have a knot in your throat?
  • d) Do you feel uneasy as an event approaches?
  • e) Do you feel a hot flash washing over your body?
  • f) All of the above.
  • g) None of the above.

There are so many different ways of feeling anxious and everybody can describe it in a different way. Some people get so overwhelmed by anxiety that it can really impair their lives. Others can’t understand the meaning of it. I couldn’t up until very recently.

While studying holistic nutrition in Vancouver (Canada), I had to make a protocol for a case study and had to choose a volunteer that was willing to work with me. My volunteer was a young man suffering with anxiety for quite some time. I felt compassionate for his issue, as it really seemed to affect his quality of life and was willing to help him in any way. For that, I had to fully comprehend what anxiety was. By his description, it was something I had never felt. I went home and started my research.

In an article that I was reading as part of my research, the author stated that he would “play the same movie in his head” over and over again, anticipating an event and that’s how he was describing his anxiety.While reading this I had an epiphany: “Wait what? That’s anxiety?” – was my reaction. I thought up until now that creating a whole scenario of situations in my head, in a loop without and end, was called nervousness. As a child/ teenager, I would think about the same situation endless times. A conversation that needed to happen with my father, a teacher or even with a friend would give me weeks of sleepless nights. During the day, every time I thought about that conversation, I could feel my heart beating faster, I would bite my nails until reaching the nail bed and would imagine all possible hypothesis of what could go wrong – “And then they will say this, and I will reply this… or maybe that. No, they’ll be mad at me. I can’t.”

The conversations were postponed again and again and my “nervousness” -meaning anxiety – only got worse.

When I got clear in my mind that what I had for so long was anxiety, more things made sense. Truth is, I was sometimes nervous in specific situations such as: prior to a test or a presentation, going to the dentist or any other event where I felt uncomfortable. I guess most people can relate to this feeling as we all felt uneasy at some point in life.

On the other hand, anxiety was something that ruled my life and made me feel completely out of control. And not many people would know about it as I was doing a great job hiding it.

In secondary school, I had a boyfriend that I thought was the coolest dude. He dressed like a rapper, had a skateboard and made me blush every time I saw him.

But seeing him in school also meant extreme anxiety, as I couldn’t stop thinking of every possibility on how our date could go wrong. So I broke up with him.

Some time later I became the master of sabotage. If I were to be invited to an event that could possibly cause me anxiety, my RSVP was positive but I immediately started thinking of an excuse not to go – “I can say I’m sick or that my mother wouldn’t let me go… maybe even a last minute unforeseen event can save my ass”.

My thoughts had their own life inside my mind and they were ruling my life.

That only got better and finally came to an end after I changed my beliefs (more posts on this topic to come). I learned to deal with it and more important, I found out that what caused it in first place didn’t make any sense.

As someone that likes pleasing others and avoids confrontation at all cost, I felt like I needed to meet the other people’s needs. I thought that if I told the truth and explained to my friend that I didn’t want to go to their event, they would be disappointed or sad and would not understand or accept it.

The cause of anxiety was purely made up by my head. I created the cause because I assumed that I had to deliver what people expected of me and I didn’t want to disappoint them. So I had all of this (unnecessary) pressure on me.

I cannot explain how important is to be honest with ourselves and question our own thoughts. Are your thoughts your enemies? Are they preventing you from doing anything in your life? Do you sabotage yourself just like I did?

Anxiety is completely irrational and once we dismantle all our fears, insecurities and believes, it falls apart. It doesn’t have anywhere else to live once kicked out of our minds. It starves, as we don’t feed it anymore.

You don’t have to control your thoughts. You just have to stop letting them control you. – Dan Millman

Cuando los pensamientos tienen vida propia (ES)

Tienes ansiedad? Si tu respuesta es sí, cómo la describirías?

  • a) Sientes presión en el pecho?
  • b) Sientes el estómago revuelto?
  • c) Sientes que tienes un nudo en la garganta?
  • d) Te sientes inquiet@ con la aproximación de un evento?
  • e) Sientes una ola de calor pasando por todo tu cuerpo?
  • f) Todas las opciones arriba se aplican?
  • g) Ninguna de las opciones anteriores se aplica?

Hay muchas formas de sentir ansiedad y cada persona puede describir la sensación de maneras diferentes. Algunas personas se sienten tan arrasadas por la ansiedad que le dejan tomar el control. Otras no entienden lo que significa. Yo no lo entendía hasta muy recientemente.

Mientras estudiaba nutrición holística en Vancouver (Canadá), tuve que formular un protocolo para un estudio de caso y para ello necesitaba un voluntario que quisiera trabajar conmigo. Mi voluntario era un chico que padecía de ansiedad hacía ya algún tiempo. Sentí compasión por su problema que parecía afectar bastante a su calidad de vida, y estaba dispuesta a ayudarle de la forma que pudiera. Para ello, tendría que comprender verdaderamente lo que era la ansiedad. Por su descripción, era algo que yo nunca había experimentado. Cuando me fui a casa empecé a investigar.

En un artículo que encontré sobre el tema, el autor explicaba que en su cabeza repetía la misma “película” repetidamente, una y otra vez, anticipando un evento y era así que describía su ansiedad. En el momento en que lo leí tuve una epifania: “¿Perdón? ¿La ansiedad también es esto? “- reaccioné. Pensé toda mi vida que el hecho de crear repetidamente escenarios y situaciones por anticipación a algo se llamaba nerviosismo.

Cuando era niña/ adolescente, pensaba sobre la misma situación muchas veces. Una conversación que debería tener con mi padre, con un@ profesor@ o incluso con un@ amig@ originaba muchas noches mal dormidas. Durante el día, cada vez que me acordaba de esa conversación mi corazón empezaba a latir más rápido, mordía las uñas e imaginaba todas las posibilidades de cómo dicha conversación podría terminar mal – “Y después él/ella va a decir esto y yo voy a responder esto… o quizás aquello. No, él/ella se va a enfadar conmigo. No puedo decirlo.” Acababa posponiendo las conversaciones una vez más, y mi nerviosismo – o sea: ansiedad- sólo empeoraba.

Cuando entendí claramente que lo que tuve durante tantos años era en realidad ansiedad, más cosas empezaron a tener sentido en mi cabeza. La verdad es que yo también me ponía nerviosa en situaciones específicas: antes de una prueba o presentación, ir al dentista u otro evento cualquiera que me dejara incómoda. Creo que la mayoría de las gente se reconoce en esta sensación, pues todos alguna vez ya nos sentimos nerviosos en algún momento de la vida.

Sin embargo, la ansiedad era algo que me gobernaba la vida y me dejaba fuera de control. La mayoría de la gente no lo sabía porque yo podía esconderlo muy bien.

En el instituto, tuve un novio que era el chico más guay de la escuela. Él se vestía como un rapero, iba en monopatín y me hacía ruborizar cada vez que lo veía. Pero verlo en la escuela era también sinónimo de mucha ansiedad porque yo no paraba de pensar en cada posibilidad de cómo nuestro encuentro podría ir mal. Entonces rompí con él.

 Un tiempo después yo me había vuelto maestra del sabotaje. Si alguien me invitaba a un evento que probablemente me diera ansiedad, yo decía que iba pero inmediatamente empezaba a pensar en una excusa para no ir – “puedo decir que estoy enferma o que mi madre no me deja ir … quizás un contratiempo de última hora sea la excusa perfecta “.

Mis pensamientos tenían vida propia dentro de mi cabeza y eran ellos los que me controlaban.

Esto sólo mejoró y finalmente dejó de ocurrir cuando cambié mi manera de pensar  y también mis creencias (escribiré más sobre ello en el futuro). Aprendí a lidiar con la ansiedad y, más importante, descubrí que su causa no tenía el mínimo sentido.

Siendo alguien a quién le gusta agradar a los demás y suele evitar confrontaciones a cualquier coste, sentía que necesitaba ser la persona que los demás esperaban que fuera. Yo creía que si dijese la verdad y explicara a un@ amig@ que no quería ir a su evento, el@ quedaría desiludid@ o triste conmigo y no iba a entenderlo o aceptarlo.

La causa de la ansiedad era simplemente creada por mi cabeza. Yo creé la causa porque asumí que tenía que agradar a los demás y no podía decepcionarlos. Por eso tenía toda esta presión (innecesaria) encima.

No puedo meter en palabras lo importante que es ser honest@s con nosotr@s mism@s y cuestionar nuestros pensamientos. ¿Tus pensamientos son tus enemigos? ¿Te impiden de hacer algo en tu vida? ¿Eres un@ maestr@ del sabotaje como era yo?

La ansiedad es completamente irracional y una vez deshechos nuestros miedos, inseguridades y creencias, se desmorona. Ya no tiene donde vivir una vez expulsada de nuestras mentes. Muere de hambre porque la dejamos de alimentar.

No tienes que controlar tus pensamientos. Sólo tienes que hacer que paren de controlarte a ti. – Dan Millman

Uma questão de obrigação ou escolha…

A question of obligation or choice… (EN)

Una cuestión de obligación o elección… (ES)

Uma questão de obrigação ou escolha… (PT)

Tenho que ir fazer o jantar.
Amanhã tenho que ir trabalhar.
Não posso porque tenho que fazer outras coisas.

Quantas vezes durante o dia repetes as palavras “tenho que”? A tua vida é uma grande soma de “tenho ques”?

Mas será que “tens mesmo que”? “Ter que” indica obrigação. És obrigad@ a fazer todas essas coisas ao longo do dia?

Vamos fazer uma experiência! Escolhe um dia, pode ser amanhã, ou podes começar a partir de agora. Durante esse/este dia troca a expressão “tenho que” pela palavra “quero”. Não só quando falas com outras pessoas, mas especialmente quando falas contigo. Aproveita para vigiar os teus pensamentos e se vires que estás a pensar “tenho que” corrige-te e volta a formular a frase mas com “quero”.   

“Quero ir fazer o jantar” vai ser fácil, mas dizer “Amanhã quero ir trabalhar” pode ser muito difícil para algumas pessoas. Ora aí está a magia!!

Custa-te dizer “quero” porque achas que realmente não queres? Pensa então porque é que fazes as coisas. Continuamos com o exemplo de “ir trabalhar”. Não te esqueças de continuar com o “quero”. Eu ajudo: “Quero ir trabalhar porque quero continuar a ter emprego” boa, continuamos: “Quero ter um emprego porque quero ter um salário ao final do mês” seguinte: “Quero ter dinheiro para pagar as contas, para ir ao cinema, para dar o melhor aos meus filhos, para ir de férias com o meu namorado, para ajudar a minha avó…” Acho que deu para perceber. Já é mais fácil dizer que “queres” ir trabalhar, verdade?

Podemos pensar que são só palavras e que se trata apenas de linguagem, de uma forma de expressão. Mas acredito que a linguagem que usamos pode afectar profundamente a maneira como pensamos e o nosso comportamento. Se não estás convencid@ desafio-te a fazer uma pesquisa rápida no Google sobre estudos publicados sobre o assunto. Mas sobretudo desafio-te a fazer o exercício que proponho acima.

Trocar o “tenho que” pelo “quero” pode ter efeitos secundários surpreendentes. O melhor de todos, infelizmente, é o que faz com que a maioria das pessoas desista de continuar. Perceber que temos as rédeas das nossas vidas não é para tod@s. Ao princípio pode parecer desvantajoso. Quando vês que não fazes as coisas por obrigação fica difícil culpar os outros, o tempo, o governo, a situação em que estás, etc.,  e isso pode parecer muito chato à primeira vista. Mas na verdade é empoderador. Pensar que fazemos as coisas por que queremos dá-nos força e ânimo para as fazermos, mas o mais importante é que, ao fazer este exercício, nos apercebemos de quais são as coisas que realmente NÃO queremos fazer. Quando não consegues encontrar razões para querer fazer uma coisa é porque realmente não queres fazê-la. E como há 99,99% de probabilidade de que ninguém te esteja a apontar uma arma à cabeça, então… Adivinha!! Não “tens que” se não “queres”!

Outros efeitos secundários podem ser: deixar de fazer coisas que vens fazendo há imenso tempo sem querer e nunca te deste conta; deixar de dar desculpas a ti mesm@ para fazer coisas que realmente queres fazer; começar a procurar maneiras de conseguir o que queres em vez de passar o dia a imaginar o bom que sería se pudesses fazer “x”; deixar de meter pressão em ti mesm@, e naqueles que te rodeiam, com coisas que “têm que” ser feitas; perder algumas rugas na testa; ver o mundo com uns olhos novos; etc.

Adoraria saber o que têm a dizer sobre isto tod@s aquel@s que decidiram fazer a experiência. Mudou alguma coisa? O quê? Algum “efeito secundário” não mencionado que valha a pena contar? Podes nos escrever de forma privada, através do formulário de contacto ,ou pública, comentando abaixo ou na nossa página de facebook.


Una cuestión de obligación o elección… (ES)

Tengo que ir hacer la cena.
Mañana tengo que ir a trabajar.
No puedo porque tengo otras cosas que hacer.

¿Cuántas veces al largo del día repites las palabras “tengo que”? ¿Tu vida es una gran suma de “tengo ques”?

¿Pero será realmente verdad que “tienes que”? “Tener que” indica obligación. ¿Eres obligad@ a hacer todas esas cosas al largo del día?

Vamos hacer un experimento! Elige un día, puede ser mañana, o puedes empezar ahora mismo. Durante ese/este día cambia la expresión “tengo que” por la palabra “quiero”. No solo cuando hables con otras personas, pero especialmente cuando hables contigo mism@. Aprovecha para vigilar tus pensamientos y si ves que estás pensando “tengo que” corrígete y vuelve a formular la frase con el “quiero”.

“Quiero ir hacer la cena” va a ser fácil pero decir “Mañana quiero ir a trabajar” puede ser algo muy difícil para algunas personas. Pues ahí está la magia!

Te es difícil decir “quiero” porque crees que realmente no quieres? Entonces piensa porque lo haces. Seguimos con el ejemplo de “ir a trabajar”. No te olvides de seguir usando el “quiero”. Yo te enseño: “Quiero ir a trabajar porque quiero seguir teniendo un empleo” bien, seguimos: “Quiero tener un empleo porque quiero tener un salario al final de mes” adelante: “Quiero tener dinero para pagar las cuentas, ir al cine, dar lo mejor a mis hijos, irme de vacaciones con mi novio, ayudar a mi abuela…” Creo que ya se entiende. A que ya es más fácil decir “quiero”, verdad?  

Podemos pensar que solo son palabras y que se trata nada más que de lenguaje, de maneras de expresarse. Pues yo creo que el lenguaje que usamos puede afectar profundamente a la manera como pensamos y a nuestro comportamiento. Si no estás de todo convencid@ te propongo que hagas una búsqueda rápida en Google para encontrar estudios publicados sobre ello. Pero sobretodo te desafío a que intentes el experimento del que hablo arriba.

Cambiar los “tengo ques” por “quiero” puede tener efectos secundarios sorprendentes. Lo mejor de todos, infelizmente, es también el que más hace que la gente desista del experimento. Compreender que podemos dirigir nuestras propias vidas no es para tod@s. Al principio puede parecer desfavorable. Cuando percibes que no haces las cosas porque estás obligad@ se hace difícil culpar a los demás, al tiempo, al gobierno, a la situación en la que estás, etc., y eso puede parecer molesto a primera vista. Pero en realidad es empoderador. Pensar que hacemos las cosas porque queremos nos dá fuerza y ánimo para hacerlas, pero lo más importante es que, al hacer este ejercicio, nos apercibimos de cuales son las cosas que realmente NO queremos hacer. Cuando no puedes encontrar razones para querer hacer una cosa es porque realmente no quieres hacerla. Y como hay un 99,99% de probabilidad de que no tienes una pistola apuntada a la cabeza… ¿adivina? ¡No “tienes que” si no “quieres”!

Otros efectos secundarios pueden ser: dejar de hacer cosas que vienes haciendo hace mucho tiempo sin querer y nunca te has dado cuenta; dejar de dar disculpas a ti mismo para hacer cosas que realmente quieres hacer; empezar a buscar maneras de conseguir lo que quieres en vez de pasar el día imaginando lo bueno que sería si pudieras hacer “x”; dejar de meter presión en ti mism@, y en aquellos que te rodean, con cosas que “tienen que” ser hechas; perder algunas arrugas en la frente; ver el mundo con unos ojos nuevos; etcétera.

Me encantaría saber lo que tienen que decir sobre esto tod@s aquell@s que decidieron hacer el experimento. ¿Cambió algo? ¿Qué? ¿Algún “efecto secundario” no mencionado que valga la pena contar? Puedes escribirnos de forma privada, a través del formulario de contacto, o pública, comentando abajo o en nuestra página de facebook.